CRATO: Barracas abandonadas no mercado Walter Peixoto denuncia debandada de feirantes para o centro da cidade




Após a polêmica dessa semana no município do Crato envolvendo a Prefeitura Municipal do Crato e uma família de camelôs a Folha Cratense iniciou uma busca de informações para saber o porque vários ambulantes buscam o centro da cidade para venderem os seus produtos.

Nosso portal conversou com diversos vendedores de rua e os permissionários que se encontram no mercado Walter Peixoto. De acordo com os permissionários, várias pessoas tem os seus espaços no mercado, mas abandonam o local para venderem nas calçadas no centro da cidade com a desculpa que os clientes não buscam o mercado para compras.

ENTENDA O CASO 

No dia 9 de janeiro um grande tumulto foi iniciado no centro da cidade do Crato após uma família de camelôs questionar a Guarda Municipal o porque de não poderem vender seus produtos na calçada da rua Barbara de Alencar. Após o o questionamento iniciou-se uma confusão generalizada. A Guarda usou da força e a situação piorou ainda mais fazendo com que vários vídeos se espalhassem nas redes sociais causando uma imensa repercussão e gerando desgaste a administração do município do Crato.

O USO DA FORÇA 



Após a postagem dos vídeos e a velocidade das informações, o que chamou  a atenção dos internautas e da população foi a maneira em que a Guarda Municipal iniciou o processo de retirada dos ambulantes da calçada onde era feita as vendas dos produtos. De acordo com o secretário de segurança pública do município do Crato, o Cel.Jarbas, a guarda buscou de vários caminhos para negociar a saída dos ambulantes do local, mas que os vendedores resistiram ao alerta feito pelos agentes que acabaram tendo que usar da força. O secretário ainda afirma que esse trabalho será de forma permanente executado no centro da cidade em parceria com a secretaria de meio ambinte do município para que se estabeleça a lei e o direito de ir e vir de cada cidadãos nos espaços públicos da cidade.

O QUE PENSA A POPULAÇÃO

Mesmo com essas afirmações dadas pelo secretário a população acredita que o uso da força por parte da Guarda Municipal foi desnecessária e bastante violenta. Um dos envolvidos no caso e que foi bastante mencionado nas redes sociais foi o comandante da Guarda Municipal  Sinton Caselli. O vídeo mostra o comandante dando uma "chave" no pescoço do cidadão IDOSO que reage para não ser preso pela guarda e a Polícia Militar que chegou ao local para apoiar a ação dos agentes municipais. A revolta da maioria das pessoas foi devido a essa ação que logo se espalhou em diversos grupos de WhatsApp e em diversas páginas do Facebook, inclusive na página da Folha Cratense. A pergunta que não quer calar: Precisava mesmo de todo aquele conflito  e o uso da força daquela maneira contra um homem de idade? Será que de fato todos os caminhos do diálogo foram esgotados? Pegou mal para a Guarda Municipal.

O QUE DIZ A SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE

De acordo com o secretário Brito Júnior existe uma determinação do Ministério Público oara que a lei de acessibilidade seja respeitada no município do Crato. O secretário se manifestou através das redes sociais da seguinte maneira:

"Desde o início do seu governo o prefeito Zé Ailton tem se empenhado para revitalizar o comércio formal e informal da cidade. Com isso, reformou o antigo camelódromo e o transformou em um shopping popular junto ao governador Camilo, cadastrou e doou para os ambulantes da cidade diversas barracas padronizadas na praça que se localiza atrás da prefeitura, além de diversas outras ações. Corretíssima a iniciativa de tirar os ambulantes das calçadas das nossas cidades. Mais uma das atitudes do nosso prefeito Zé Ailton que estão transformando a nossa cidade." ( Brito Júnior )

O QUE DIZ A FAMÍLIA ENVOLVIDA

De acordo com a vendedora Rejane Limeira da Silva, o prefeito José Ailton Brasil está humilhando os trabalhadores, uma vez que, segundo ela os vendedores ambulantes foram "jogados" por trás da prefeitura e a população não vai comprar na localidade prejudicando assim os negócios que não são vantajosos nem no mercado Walter Peixoto e nem por trás da prefeitura. Ela ainda informou que o delegado que não teve o seu nome repassado a reportagem informou que eles poderiam circular pelas ruas com as mercadorias com as ruas vendendo, mas não poderiam parar. Rejane disse que um menor foi agredido diante do conflito e que irão tomar as providências diante do fato. A ambulante aproveitou a reportagem e suplicou: " Prefeito deixe agente trabalhar", concluiu Rejane Limeira da Silva.

VÁRIAS BARRACAS ABANDONADAS NO MERCADO




A Folha Cratense esteve no mercado Walter Peixoto para conferir de perto se de fato há vagas disponíveis para os vendedores ambulantes que precisam de um espaço para vender. Por lá várias pontos e barracas fechados e sem sinal de movimentação por parte dos proprietários.

 Imagem de uma das mercadorias estragadas e com insetos no interior devido o tempo fechado sem a presença do proprietário da barraca.

Nossa equipe conversou com vários permissionários que trabalham de forma fixa no mercado. Vários alegam prejuízos devido a ausência dessas pessoas que deixam o mercado para buscarem o centro da cidade. Indagados sobre quais os prejuízos para a coletividade, os permissionários afirmam que devido o abandono do local por parte desses vendedores que buscam as calçadas da cidade, a dedetização que acontece de forma trimestral deixa de acontecer nessas barracas por causa do fechamento e assim acaba que baratas e vários outro insetos se proliferam nesses locais e migram para as que passaram pela higienização.

O permissionário Alan Souza Alves que tem um ponto no local afirma que  após a ida dessas pessoas para  o centro da cidade além de ter esses problemas da higienização das barracas abandonadas, também tem a questão de vendas que diminuem no mercado para os barraqueiros que respeitam a lei determinada pela justiça de não ocupação das caçadas. Isso se dá de acordo com o permissionário porque as pessoas que compram no mercado já encontram os seus produtos no centro da cidade e assim não precisam se locomover até o mercado Walter Peixoto.


Nós estivemos no mercado e podemos constatar a quantidade de barracas vazias e abandonadas. Veja no vídeo a baixo:




O QUE DIZ A ADMINISTRAÇÃO DO MERCADO PÚBLICO MUNICIPAL 



Nossa equipe também conversou com Juliano Antero, coordenador dos mercados públicos do município do Crato. O administrador afirma que quem quiser ir trabalhar no mercado Walter Peixoto tem vagas sobrando e que o espaço dá para acolher a todos.

Juliano Antero diz que várias pessoas que trabalham no centro da cidade já tem espaço no mercado e aparecem somente no domingo e ainda insistem em deixar o mercado para ir ao centro da cidade. Ele ainda afirma que existem pessoas quem possuem diversas barracas no local e que passam de até 4 meses sem andar no mercado, mas que basta apenas falar em ceder o espaço para outras pessoas que os proprietários voltam e ocupam o seu lugar novamente. 

Perguntado pela reportagem se a gestão pretende chamar outras pessoas para ocuparem o espaço deixado por vendedores, Juliano disse que essa questão fica a critério do prefeito José Ailton Brasil e que o mercado tem total estrutura para receber qualquer vendedor ambulante que seja da cidade ou que vem de outros municípios da região.


NOTA DO EDITOR: 

É preciso sabermos que a lei existe e ela tem que ser cumprida. Não adianta acharmos que a mobilidade urbana e o direito de ir e vir do cidadão é conversa para outros tempos, o tempo é agora. De fato, a gestão acertou em esvaziar as calçadas do centro da cidade para que o direito de cada indivíduo seja respeitado, inclusive dos deficientes que transitam no centro da cidade. 

Já os trabalhadores que vivem do comércio de camelôs, que são vendedores ambulantes tem o seu direito de trabalhar e ganhar a sua renda e sustentar a família,  mas precisam também entender que lei não pode ser discutida, mas sim respeitada. Cabe a gestão do prefeito José Ailton Brasil, criar mecanismos para que todo esse povo trabalhador tenha um espaço digno e que seja um espaço que atraia a população e que as vendas fluam de maneira vantajosa para os vendedores ambulantes. Quanto a secretaria de meio ambiente, é preciso que o secretário Brito Júnior, desenvolva de forma contínua um trabalho educativo com todos os vendedores que estão aqui e os que chegam semanalmente em busca de novos espaços para a venda de produtos.

Já sobre o triste ocorrido entre a Guarda Municipal e a família de camelôs é preciso o comandante e os seus subordinados reconhecerem que erraram pela maneira de agir, de forma totalmente agressiva e impositiva. O diálogo precisa ser exaustivo até que se cheguem a um comum acordo. 

A prefeitura do Crato precisa urgentemente resolver a questão das barracas vazias e decidir quem de fato quer os espaços para trabalhar, pois é inadmissível que um espaço daquele fique ocioso e sem perspectiva de geração de emprego e renda. Cabe o gestor resolver.
CRATO: Barracas abandonadas no mercado Walter Peixoto denuncia debandada de feirantes para o centro da cidade CRATO: Barracas abandonadas no mercado Walter Peixoto denuncia debandada de feirantes para o centro da cidade Reviewed by Folha Cratense on janeiro 11, 2019 Rating: 5

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