quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Por Samuel Siebra: ARMADO SÓ A POLÍCIA E PUNHO DE REDE!

Outro dia me lebrava  dos momentos de infância dura e alegre na capital do Estado, de como as coisas evoluirão para o engessamento da violência, morava no Barroso em  um condomínio de proletários da capital, logo alí tínhamos como fonte de lazer, a  lagoa do Fernando e o BARREIRÃO,  um bairro mais próximo do  CASTELÃO  do que minha casa, Lá tínhamos casas simples e se existia tráfico e violência tangenciavam meus olhos de 9 anos de idade, eramos muito felizes a cada salto na lagoa azul do barreirão, saltávamos de 3m, 4m de altitude , de tainha, de barriga  (risos) em pé... éramos felizes.  Há poucos meses soube de uma chacina no meu antigo bairro, fiquei perplexo, dada a violência. Nunca imaginei ver meu afastado  e suburbano bairro, ganha notoriedade nas páginas de jornais e  manchetes de TV.
Os elementos que trouxeram a  Barbárie àquela comunidade, não estão distantes  de nenhuma outra realidade  brasileira, a  migração de  grupos organizados do tráfico para o nordeste  somado   a crescente  onda  de  falta de perspectiva para a nossa juventude no que diz  respeito a geração de emprego e renda  encontram ambiente propício para o aumento da potencialidade  dos efeitos danosos do crime.
Precisamos no entanto, fazermos a salva guarda dos aparelhos da segurança pública, que sem sombra de dúvidas houveram vultuosos investimentos, diriam que para ressalvar apenas a polícia investigativa de nosso estado, que  amarga um déficit histórico de efetivos e melhor estruturação, seja da políticas de valorização do profissional, seja da ampliação do seu poder de atuar  cientificamente na elucidação de crimes.
Mas o grande cerne de nosso problema, que pese nossa incapacidade de termos um  modelo de sistema prisional eficiente, que  consiga  reintrojetar   esse apenado ao seio da sociedade, é sabermos que  as macro políticas, advindas  de um estado que sopesando  sua incapacidade de olhar para a base da pirâmide social, consiga por meio dessa mea culpa, repito, produzir  políticas de que visem   potencializar o capital produtivo e por consequência a  geração de emprego  e renda,  políticas que  valorizem a educação como elemento central do desenvolvimento humano, sendo para isso necessário forte investimento  dos que  fazem que a educação ocorra de fato, os professores.
“Educai as crianças e não será preciso punir os homens” Cerca de 500 a.C., Pitágoras já nos mostrava  o verdadeiro enfrentamento para combatermos a  escalada crescente da violência, será que ainda não aprendemos nada?.   É preciso que comecemos já para que as gerações futuras não estejam comprometidas, e quando falo em gerações do futuro não me refiro a  cem ou duzentos anos   para os vindouros, falo de nosso filhos e netos.
O caminho das armas é uma grande fábula que em nada tem haver com a necessidade real de se fazer o enfrentamento real  nos fatores que geram e proliferam a insegurança, portar uma arma o cidadão é coloca-lo numa situação real de risco a si e a outrem,  como dizia uma máxima nordestina. Armado só a polícia e punho de rede!.

Samuel Duarte Siebra

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