terça-feira, 7 de agosto de 2018

TELEVISÃO: Há 15 anos, falecia Roberto Marinho, fundador do império Globo

Por Fabrício Falcheti


Há exatos 15 anos, no dia 6 de agosto de 2003, falecia Roberto Marinho, jornalista e empresário então dono do Grupo Globo, vítima de um edema pulmonar aos 98 anos.

Roberto herdou cedo os negócios do pai, Irineu, e os transformou em um império que é visto hoje.

Nascido em 1904 no Rio de Janeiro, teve uma primeira infância difícil, melhorando de vida depois que o pai fundou o jornal "A Noite", que tornou-se um dos mais lidos na então capital federal.
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Em 1925, surgiu o jornal O Globo. Aos 20 anos, Roberto Marinho começou sua carreira profissional como repórter e secretário particular do pai. Porém, pouco depois do lançamento do periódico, Irineu morreu vítima de um ataque cardíaco.

Ainda achando-se inexperiente, Roberto não quis assumir a direção do jornal, deixando a função para o experiente jornalista Euclydes de Matos. Em 1931, com a morte do colaborador, Marinho, aos 26 anos, enfim assumiu o cargo de diretor-redator-chefe de O Globo.

A partir daí, a empresa virou sua grande paixão. Rigoroso e com faro para a notícia, Roberto Marinho acompanhou, passo a passo, a produção do impresso. O jornal tornou-se um diário influente, com uma das maiores tiragens do país, que segue no mercado até hoje.

Com o periódico consolidado, Roberto Marinho decidiu expandir as Organizações Globo, começando pelo rádio. Em 1944, surgia a Rádio Globo. No final dos anos 50, adquiriu também a Rádio Eldorado AM, formando o Sistema Globo de Rádio.

Em 1952, o empresário criou a Rio Gráfica, que a partir de 1986 ganhou o nome de Editora Globo.

Já em 1965, aos 60 anos de idade, Roberto Marinho inaugurou a TV Globo. O jornalista assumiu todos os riscos e desafios para criar um canal de televisão. 15 anos antes, a TV havia chegado ao Brasil e logo Roberto Marinho deu início à realização de seu sonho ao solicitar uma concessão, que foi aprovada no início do governo de Getúlio Vargas. No entanto, em 1953, foi cancelada pelo mesmo governo.

O canal foi finalmente concedido em 1957, durante o governo de Juscelino Kubitschek. Começou, assim, a estruturação da TV e, posteriormente, a construção do prédio próprio para abrigar a emissora e os estúdios no Rio de Janeiro. Em 26 de abril de 1965, entrou no ar o canal 4 do Rio de Janeiro.

A Globo expandiu seu alcance no país com a inauguração de mais quatro emissoras e a associação de afiliadas. Atualmente, o sinal da Rede Globo chega a 98% dos municípios brasileiros. Roberto Marinho esteve à frente da TV desde a inauguração até o dia em que faleceu, transformando-a em líder de audiência, com um modelo de sucesso e referência no Brasil e no mundo.

Ávido pelo empreendedorismo, o executivo ainda lançou em 1969 a gravadora Som Livre, com o objetivo era disponibilizar para o público as trilhas sonoras das novelas e minisséries da TV Globo e, ao mesmo tempo, incentivar a música popular brasileira, abrir portas para novos talentos e revitalizar o repertório de músicos consagrados.

Anos depois, apostou na responsabilidade social, criando a Fundação Roberto Marinho, uma entidade sem fins lucrativos para contribuir com o desenvolvimento da cidadania e educação.

Por fim, com um olhar para o futuro, lançou em 1991 a Globosat, com um projeto de oferecer uma programação variada de TV por assinatura, que hoje possui cerca de 30 canais.

Roberto Marinho teve quatro filhos: Paulo Roberto Marinho, Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho, todos com sua primeira esposa, Stella Goulart Marinho.

O primeiro faleceu em 1970, aos 20 anos, em um acidente de carro. Todos os outros comandam o império deixado pelo pai. O mais velho, Roberto Irineu é o presidente do Grupo Globo; o terceiro, João Roberto, é o vice no conglomerado; enquanto o caçula, José Roberto, preside a Fundação Roberto Marinho.

O jornalista também foi casado com Ruth de Albuquerque Marinho e Lily de Carvalho Marinho, sua última mulher, com quem ficou de 1991 até o fim de sua vida.

O fundador da Rede Globo se envolveu em polêmicas na política, tendo apoiado inclusive a ditadura militar, algo que décadas depois foi visto como um erro. Mas também foi muito respeitado em todas as esferas, inclusive por seus concorrentes. Seu nome está marcado na história do país!

Fonte: UOL

Fotos: Arquivo/Acervo Roberto Marinho

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