sábado, 11 de agosto de 2018

CRATO: O DELICIOSO CAFEZINHO DA PRAÇA SIQUEIRA CAMPOS



Um cafezinho na praça e rodeado de amigos pode ser conferido em uma das mais tradicionais cidades cearenses, o Crato.

Matéria publicada no site Miséria fala hoje de um verdadeiro ponto turístico que existe na cidade do Crato que é a Praça Siqueira Campos.

Mais ainda, fala do café do Seu Juciê, um senhor que sobrevive vendendo cafezinho em uma mesa na praça após perdeu seu ponto comercial que era um dos cafezinhos mais famosos da cidade.

É bom lembrar que o Crato nos últimos anos  perdeu uma das suas mais notáveis características que era a de ser a cidade que tinha cafezinhos, onde você chegava, tomava café do jeito que você quisesse, conversava com amigos, enfim. Um verdadeiro ponto de encontro se dava nos cafezinhos.

O tempo foi cruel  e os cafezinhos acabaram. O fechamento do Café Cinelândia foi um marco, teve até festa de despedida e deixou um vazio no centro da cidade.

Hoje, Seu Juciê continua com seu cafezinho, só que no canto da praça recebendo amigos e clientes diariamente.

Leia matéria do Miséria:

Se há um ano o famoso Juciê do cafezinho, de Crato, se lamentava pela dificuldade nas vendas, agora ele sorri satisfeito. Após notícias de que ele poderia encerrar sua atividade se espalharem pela mídia, mais e novos clientes apareceram. “Graças a Deus”, diz aliviado. As coisas melhoraram. “Minha freguesia é infalível. Só tenho a agradecer”, arma. “Enquanto eu puder estar aqui, estarei”. Ao lado, quatro senhores conversam e degustam do forte e simplório café coado de Juciê. Para o professor Jairo Fernandes, sentar na praça para conversar é de lei e tradição. “É da nossa geração, faz parte da gente. Sentamos aqui, conversamos e tomamos o famoso café de Juciê”, diz. Há 35 anos Juciê Souza Floro trabalha de 7h às 18h vendendo café e chá na praça Siqueira Campos. Possui uma clientela fiel e assídua, conquistada desde o antigo Café Crato, cafeteria e lanchonete que teve, competindo com a Cinelândia. Depois de perder o local de trabalho para novos empreendimentos, passou a vender cafezinhos de 80 ml por R$ 0,75 na praça. Somam-se 6 anos disto. Com uma mesa de plástico, algumas cadeiras, cinco garrafas e alguns maços de cigarro consegue tirar pouco mais de um salário – renda extra que complementa sua aposentadoria.



Por Tarso Araújo ( Leia Sempre )

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