terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Conta de água da Cagece vai ficar 5,7% mais cara a partir de janeiro

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) aplicará aumento de 5,7% às tarifas de água e esgoto a partir do próximo dia 22 de janeiro. O percentual incide na "conta de água" de todas as categorias e faixas de consumo, para que a empresa alcance a tarifa média autorizada pelas agências reguladoras em maio de 2017. Neste ano, a tarifa já aumentou 12,9% em junho, e 4,33%, em setembro.

Confira alguns exemplos de como as tarifas vão ficar:

Cliente Residencial Social com consumo até 10 m³:

Apenas com serviço de água: passará de R$ 11,30 para R$ 11,90. Aumento de R$ 0,60.

Com serviço de água e esgoto: passará de R$ 20,34 para R$ 21,42. Aumento de R$ 1,08.

Cliente Residencial Popular com consumo até 10 m³:

Apenas com serviço de água: passará de R$ 23,10 para R$ 24,40. Aumento de R$ 1,30.

Com serviço de água e esgoto: passará de R$ 41,58 para R$ 43,92. Aumento de R$ 2,34.

A Autarquia de Regulação, Fiscalização e Controle de Serviços Públicos de Saneamento Ambiental (Acfor) e a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará (Arce) autorizaram, em maio, uma tarifa média de R$ 3,55 por metro cúbico. Para chegar a esse valor, a Cagece reajustou a tarifa em 17,23%. Percentual que foi aplicado em duas parcelas, a primeira de 12,9% em junho, e a segunda, de 4,33%, em setembro.

O gerente de concessão e regulação da companhia, João Rodrigues Neto, explica que o reajuste já aplicado em 2017 não foi suficiente para chegar à tarifa média de R$ 3,55 (hoje a média é de R$ 3,36), pois o consumo de água caiu e os custos aumentaram devido à seca. "No cenário de escassez de água, houve elevação de custos, inclusive, com energia elétrica. A água está cada vez mais longe, demanda bombeamento, mais energia e tratamento; a qualidade dos nossos mananciais está muito deteriorada. Tudo isso acarreta uma série de custos", afirma Rodrigues Neto.

A Cagece ressalta ainda, entre os fatores que explicam o percetual, a necessidade de investimentos como instalação de poços, construção de adutoras, redes de reforço no abastecimento, ampliação das estações de tratamentos. "A decisão em passar a praticar o valor médio estabelecido pelas agências reguladoras leva em consideração a necessidade de garantir a operação dos sistemas de água e esgoto, bem como cobrir o aumento dos custos impactados pelo agravamento da crise hídrica", diz a Cagece em nota.       (G1 CE)

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