terça-feira, 3 de maio de 2016

Sindicato Rural do Crato aponta perda de 80% na produção

O período de seca, que deve chegar ao seu quinto ano em 2016, preocupa agricultores e órgãos de proteção ao meio ambiente. Em levantamento feito pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Crato (STTR), foi verificada uma perda de 80% na produção da agricultura este ano.

Culturas de milho, feijão, arroz e fava são algumas
das prejudicadas com a escassez. FOTO: André Costa

Diante da situação, o sindicato pede que o Poder Público atente para os problemas acarretados pela estiagem. A direção do STTR pede que os Governos se mobilizem para prestar auxílio àqueles que vivem da renda obtida com o trabalho no campo.

De acordo com Antônio Alves, presidente do STTR-Crato, as culturas mais prejudicadas são as de arroz, feijão, fava e milho. Estes produtos, que em época de boa colheita custam em média R$ 30 a saca, estão custando cerca de R$ 60, aumento de 100%. Para o presidente, a esperança de chuvas está no fim e, agora, o esperado é que os agricultores recebam o Garantia Safra. O seguro auxilia os agricultores em casos de perda na colheita.

Em 2015, o município de Crato não foi contemplado com as parcelas do programa. O motivo, segundo Antônio Alves, foi o choque de informações disponibilizadas por órgãos ligados à agricultura. Ele citou, o fato da zona urbana registrar melhores números pluviométricos que os percebidos na zona rural, o que, interfere no resultado final.

A circunstância foi confirmada por Francisco Lossio, gerente regional da Empresa de Assistência Técnica de Extensão Rural do Ceará (Ematerce). Lossio explicou que o Garantia Safra depende de variadas informações, entre elas, o SitPro (Situação de Produção), elaborada pela Ematerce.

Segundo Lossio, há ainda a informação coletada pelo Ministério da Agricultura, que averigua os 10 últimos anos, onde incluem os dois últimos anos com melhores safras e os dois com piores. Do intervalo de seis anos, entre os quatro elencados, são considerados a pluviometria e os índices informados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para 2016, o esperado é que o problema do ano anterior não se repita e que seja possível a liberação das parcelas do seguro. No momento, estão sendo produzidos relatórios que analisam a safra dos municípios. A previsão é que o último seja finalizado na segunda quinzena de junho para que, após o processo, os agricultores possam receber a contribuição financeira. 

Fonte: Jornal do Cariri 

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