terça-feira, 10 de maio de 2016

Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência realiza mais uma audiência


Dando continuidade ao processo de escuta das comunidades acerca dos homicídios na adolescência, o Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência estará nesta terça (10) em Caucaia. Será a sétima audiência pública do Comitê, dessa vez na EEEP Professor Antônio Valmir da Silva.
Nas audiências já realizadas - cinco na capital e uma em Juazeiro do Norte - a população apresentou diversas proposições nas áreas da educação, cultura, esporte e lazer, assistência social, apontando caminhos que poderiam afastar crianças e adolescentes da violência letal, como escolas abertas nos finais de semana e professores capacitados para mediar conflitos - o que poderia evitar o abandono escolar, dentre outras medidas.

Dados

Informações do Sistema de Informação sobre Mortalidade/SIM (Secretaria Municipal de Saúde/Célula de Vigilância Epidemiológica) mostram a escalada da violência letal na adolescência em Fortaleza, em uma proporção que supera os homicídios entre adultos: em 2000, foram assassinados na capital cearense 95 pessoas com idades entre 10 e 19 anos. Passada uma década, o número já era 312, chegando a 600 em 2014 e a 429 em 2015.

Os dados revelam ainda que 15% dos bairros de Fortaleza concentram 44% dos homicídios. O risco de um adolescente do sexo masculino morrer assassinado em Fortaleza em 2015 foi 32 vezes maior do que o de uma adolescente do sexo feminino.

A maior parte das crianças/adolescentes assassinados em 2015 está na faixa etária de 15-19 anos (94%) e foi morta por disparo de arma de fogo (93%); apenas 6% das vítimas de homicídios cursavam o ensino médio, apesar da maioria, como descrito, ter 15 anos ou mais.

(ALCE)

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